Enquanto organizo as ideias que percorrem pela minha cabeça, penso como fui capaz de chegar aqui abaixo, chegar ao sítio que prometi nunca visitar. Respiro fundo e sinto uma ligeira sensação de falha para comigo mesma. Não fui forte como prometi a mim mesma que seria e, por acréscimo, sinto que desiludi todos e que os arrastei para esta confusão que eu sou. Mas, porque é que me deixei perder no meio desta escuridão? Porque é que deixei que este escuro roubasse de mim o meu sorriso, a minha confiança, a minha vontade de concretizar os meus sonhos? Parece que o amor que tinha à minha pessoa desaparecera. Olho ao espelho e nunca mais encontrei refletido nele aquele sorriso de orelha a orelha, sendo este trocado por um vulto que não reconheço, com lágrimas e um sorriso forçado, repetindo vezes sem conta "está tudo bem".
Não. Repito vezes sem conta esta palavra até à exaustão. Não, não e não. Não posso permitir que esta escuridão que se deu na minha vida continue a manter-me num sítio que não conheço e no qual não me sinto confortável. Está mesmo na altura de me erguer. Voltar a ser a rapariga apaixonada pela vida, que dança em frente ao espelho da forma mais estúpida possível e, que posteriormente, o repete numa festa qualquer. Pois, sejamos sinceros, a vida é uma festa e esta tem que continuar.
É neste momento em que abro os olhos e encontro a luz. Sorrio e, para mim mesma, digo "olá velha amiga, já tinha saudades da tua companhia". Olho ao espelho e parece que aos poucos volto a reconhecer a face sorridente que tenho refletida à minha frente. A felicidade a preenche, novamente, todos os cantos do meu corpo. Sinto que voltei ao aconchego de casa, como se esta me dissesse "bem vinda de volta!". As minhas mãos percorrem a mesa, agarram na caneta mais próxima e começo a rabiscar de novo, como o fazia em tempos. Ouço o meu coração e a minha cabeça dizerem-me que estou de volta.
Assim, faço um breve sorriso, suspiro e penso que nunca mais serei aquela figura negra, finalmente acordei depois de tanto tempo adormecida naquela solidão. Estou aqui, e estou de volta.
Não. Repito vezes sem conta esta palavra até à exaustão. Não, não e não. Não posso permitir que esta escuridão que se deu na minha vida continue a manter-me num sítio que não conheço e no qual não me sinto confortável. Está mesmo na altura de me erguer. Voltar a ser a rapariga apaixonada pela vida, que dança em frente ao espelho da forma mais estúpida possível e, que posteriormente, o repete numa festa qualquer. Pois, sejamos sinceros, a vida é uma festa e esta tem que continuar.
É neste momento em que abro os olhos e encontro a luz. Sorrio e, para mim mesma, digo "olá velha amiga, já tinha saudades da tua companhia". Olho ao espelho e parece que aos poucos volto a reconhecer a face sorridente que tenho refletida à minha frente. A felicidade a preenche, novamente, todos os cantos do meu corpo. Sinto que voltei ao aconchego de casa, como se esta me dissesse "bem vinda de volta!". As minhas mãos percorrem a mesa, agarram na caneta mais próxima e começo a rabiscar de novo, como o fazia em tempos. Ouço o meu coração e a minha cabeça dizerem-me que estou de volta.
Assim, faço um breve sorriso, suspiro e penso que nunca mais serei aquela figura negra, finalmente acordei depois de tanto tempo adormecida naquela solidão. Estou aqui, e estou de volta.
