domingo, 24 de fevereiro de 2019

É tempo de levantar

Depois de tantos meses a sentir-me fora deste mundo, aquele mundo do qual ainda me pergunto se realmente pertenço, está na altura de me recompor e erguer o corpo. Está na altura de me levantar e acordar.
Enquanto organizo as ideias que percorrem pela minha cabeça, penso como fui capaz de chegar aqui abaixo, chegar ao sítio que prometi nunca visitar. Respiro fundo e sinto uma ligeira sensação de falha para comigo mesma. Não fui forte como prometi a mim mesma que seria e, por acréscimo, sinto que desiludi todos e que os arrastei para esta confusão que eu sou. Mas, porque é que me deixei perder no meio desta escuridão? Porque é que deixei que este escuro roubasse de mim o meu sorriso, a minha confiança, a minha vontade de concretizar os meus sonhos? Parece que o amor que tinha à minha pessoa desaparecera. Olho ao espelho e nunca mais encontrei refletido nele aquele sorriso de orelha a orelha, sendo este trocado por um vulto que não reconheço, com lágrimas e um sorriso forçado, repetindo vezes sem conta "está tudo bem".
Não. Repito vezes sem conta esta palavra até à exaustão. Não, não e não. Não posso permitir que esta escuridão que se deu na minha vida continue a manter-me num sítio que não conheço e no qual não me sinto confortável. Está mesmo na altura de me erguer. Voltar a ser a rapariga apaixonada pela vida, que dança em frente ao espelho da forma mais estúpida possível e, que posteriormente, o repete numa festa qualquer. Pois, sejamos sinceros, a vida é uma festa e esta tem que continuar.
É neste momento em que abro os olhos e encontro a luz. Sorrio e, para mim mesma, digo "olá velha amiga, já tinha saudades da tua companhia". Olho ao espelho e parece que aos poucos volto a reconhecer a face sorridente que tenho refletida à minha frente. A felicidade a preenche, novamente, todos os cantos do meu corpo. Sinto que voltei ao aconchego de casa, como se esta me dissesse "bem vinda de volta!". As minhas mãos percorrem a mesa, agarram na caneta mais próxima e começo a rabiscar de novo, como o fazia em tempos. Ouço o meu coração e a minha cabeça dizerem-me que estou de volta.
Assim, faço um breve sorriso, suspiro e penso que nunca mais serei aquela figura negra, finalmente acordei depois de tanto tempo adormecida naquela solidão. Estou aqui, e estou de volta.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Queres ser...?

Hoje decidi fazer algo diferente. Aliás, algo que eu considere diferente neste aspeto. Decidi fazer isto com uma das coisas que mais gosto de fazer: escrever.
Durante este último ano, sinto que tive um apoio e um carinho que foi aumentando dia após dia, e além disso, senti que ganhei ali uma amizade. Alguém com quem gosto de falar, alguém com que gosto de me rir um pouco pela sua qualidade de ser demasiado croma, mas um croma do qual me identifico. O grande Sporting Clube de Portugal, também seu clube de coração como o meu, ainda me aproximou mais, porque, como eu costumo dizer, as melhores pessoas são as que são adeptas do Sporting!
Nem sei o que vou escrever propriamente aqui... mas vou tentar algo. Apesar de esta pessoa ser um pouco básica, eu sempre admirei muito a pessoa que ela era, não só por ela ser do Sporting, como já havia referido, mas porque gostava de aprender a ser como ela em certos aspetos: mais descontraída, mais despreocupada, mas ao mesmo tempo preocupada, mais bem humorada, mais despachada (em termos sociais, porque eu sou uma pessoa demasiado envergonhada), mais "estudiosa" (mesmo eu sendo mais que ela que eu sei, mas também quero acabar o curso em três anos), mais forte, mais tudo. Encontro tantas qualidades nela que adorava rever em mim, e que aos poucos vejo, mas para melhorar certos aspetos, precisamos sempre de um bom professor. Claro que já encontrei bons professores em alguns destes aspetos, mas cada um é diferente, cada um me ensina coisas diferentes, cada um é diferente.
Com isto, falo de uma rapariga chamada Rute "Estrada" (Rua) Leigo. Uma rapariga que sempre me tentou ajudar quando eu precisei, uma rapariga super querida, uma rapariga que eu acho que toda a gente necessita na sua vida, nem que seja só pela boa disposição e a sua característica amigável. Apesar de ela ser uma básica, e eu uma CMTV, que não enquadra muito bem uma com a outra, ela pode-me ensinar muitas boas coisas, não para a minha vida profissional (também pode, mas ela não pesca nada disso), mas para a minha vida pessoal principalmente, incutir bons valores, ou melhorar estes que já tenho.
Já ando há algum tempo para fazer isto, e tentar descrever o quão maravilhosa esta pessoa é, mas as palavras simplesmente não me saem... estou um pouco nervosa e a escrever isto à pressa... MAS, aqui está. Aqui estou eu. Não em corpo, mas em alma a fazer-te isto. A declarar-me quase a ti. Mas não, não te vou pedir em casamento, pelo menos para já, o anel é o próximo passo.

Rute Estrada Leoa Leigo, aceita esta bela, maravilhosa, linda e perfeita Semi-Doutora como sua afilhada? Peço desculpa por já não me poder auto intitular de reles besta, realmente teria mais piada, mas é o que há, e para a coisa serve.
Antes demais, antes de dizeres sim (porque é claro que vais dizer) deixo já aqui um sincero adoro-te. Obrigada pelo acolhimento todo que sempre tiveste comigo desde sempre. O suposto era isto ter acontecido antes do traçar da capa, mas pedir para me traçares aquela beldade já me deixou demasiado nervosa.
Agora, deixo-te, para pensares nesta tua decisão! ♡

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

(Im)perfeição

Bebé, criança, adolescente, jovem adulta, pessoa medíocre é a minha caracterização. Rapariga egocêntrica, incompreendida e que se sente só. Rita é o meu nome, talvez um nome demasiado vulgar, um nome próprio deste mundo usado e abusado por muitos. Indivíduo perdido, passageira clandestina da vida, é o que sou. Ser humano sozinho e inseguro que vagueia nas palavras tontas, que respira moléculas de oxigénio, um gás sem sabor, incolor, um gás de sobrevivência. Agora, será a única coisa que me mantém viva? É uma pergunta insistente.
Perdi amigos ao longo da vida, pessoas que considerava um tanto importantes na minha caminhada passageira, mas acabei por ganhar outras e entendi verdadeiros significados, como o da vida com simples gestos, atos, palavras.
Consideram-me uma pessoa egoísta e falsa. Talvez o seja. Ninguém é perfeito pois a perfeição no ser humano é algo imperfeito e inexistente. Outros simplesmente me consideram uma pessoa - o que é uma pessoa? - divertida, estranha, mas especialmente amiga. Amiga... uma palavra tratada como lixo, como se fosse a palavra mais insignificante e sem sentido neste mundo.
Agora eu, sou eu. Encontrei-me neste ano que passou. Encontrei o meu fundamento, a minha heroína, o porquê deste meu batimento cardíaco, a razão da minha existência. Observei, ouvi, falei, vivi. Evoluí também. Uma evolução que simplesmente se trancou dentro de mim e que apenas é vista pelos mais próximos desta pessoa sobre quem escrevo. Esta pessoa obscura e indeterminada por alguns momentos. Apenas sou uma pessoa (in)vulgar. Sou apenas eu.

sábado, 11 de março de 2017

Esperar, esperar, esperar... Chega!

Era apenas mais uma noite. Uma noite em que me sentia inquieta, pensativa e o sono não aparecia.
Nessa noite não se viam estrelas no céu, pois as nuvens pairavam com o aviso que a chuva estava próxima. De vez em quando, ainda conseguia ver a lua. Brilhante como sempre. A lua que eu sempre gostei de admirar.
Nessa noite dirigi-me à minha varanda, pois não se fazia sentir o vento nela, apenas uma brisa fresca. Sentei-me e ali fiquei, enquanto ouvia bem lá no fundo os carros a andar pela cidade. Suspirei, encostei a minha cabeça à parede e fechei os olhos. Foi aí que me perdi nos meus pensamentos.
Muita coisa me ocorreu, mas a grande questão que pairava na minha mente era "quem sou eu?". Ah, quantas vezes me perguntei isto. Nem eu me conheço. Nem eu sei quem sou. Apenas sei que me chamo Rita, tenho 20 anos e sou do sexo feminino. Também sei que sou uma rapariga um pouco difícil de compreender aos olhos de outrem, e, que por veze,s me isolo do mundo, por questões de ser alguém um tanto reservada. Bem, naquele momento era isso que estava a fazer, isolar-me do mundo. Mas, tirando as informações que qualquer pessoa sabe acerca de si, quem era eu? Qual era o sentido de eu estar aqui? O que é que a vida me tem para oferecer? E qual é o plano que ela tem para mim?
Com tanta pergunta, abri os olhos e fiquei a olhar para o céu, a ver as nuvens a mexerem-se pouco a pouco por causa do vento. Voltei a suspirar e a pensar. Ao fim de alguns momentos de uma ligeira inspeção dos meus 20 anos de vida, cheguei a certas conclusões. Conclusões que gostaria de partilhar. Apesar de já estarmos no terceiro mês do ano, nunca é tarde para aplicar esta lógica na nossa vida.
Vamos parar de esperar. Esperar que chegue o final da semana, esperar pelas férias, esperar que aquela pessoa se apaixone por nós, esperar para que tudo corra bem. Esperar, esperar, esperar... Chega!
Em vez de esperarmos, porque não trabalharmos para que tudo dê certo?
Comecemos por parar de esperar pelo final da semana e pelas férias, sei que é bom, mas também é bom trabalhar, haver um esforço para que o fim de semana e as férias nos façam sentir mais realizados e saber que aquela semana, ou aqueles meses de trabalho compensaram e trouxeram o devido descanso. Parar de sonhar e tornar realidade. É complicado? Sim, é. Mas não é parado que as coisas acontecem.
De seguida, porquê esperarmos que alguém se apaixone por nós? Sim, é bom estar apaixonado e saber que é recíproco. Mas antes de alguém nos amar, temos de aprender a amar a nossa pessoa. Aprender a ser felizes sozinhos. Se nós não formos felizes sem ninguém, quem somos nós então? Pessoas que apenas têm motivação e conseguem a felicidade através de outro? Chega. Chega de pensar que a felicidade vem pelo outro, e começar a fazer com que a felicidade comece em nós mesmos. Além disso, procurar felicidade em outra pessoa, é esperar que outra pessoa nos carregue, fazendo com que achemos que apenas somos fortes quando estamos apaixonados. Não. Nós somos fortes estando com, ou sem alguém, apenas temos de procurar ser fortes por nós mesmos. Já temos a nossa família e amigos, aqueles que sabemos que nunca nos abandonarão. Amores na vida, há muitos. E claro, uns que marcam mais que outros, uns mais fáceis de esquecer que outros. Mas, sempre ouvi dizer, "se tiver que ser, será", deixar acontecer e não forçar o que não deve ser forçado. Coisas forçadas, não são coisas boas.
Só vivemos uma vez, ou estou errada? Vamos levantar-nos e fazer com que esta vida seja a vida que queremos e desejamos ter. Vamos sair da porta de casa e criar memórias. Faz o que te deixa feliz. Sê tu próprio. Não tenhas medo de dizer "eu não gosto, eu tenho outra opinião", ou então aprender a saber dizer "não" às coisas más da vida. Aos caminhos pelos quais não queremos ir. Vamos deixar de nos influenciar pelos outros e vamos ser influenciados por nós mesmos. Viaja. Viaja para perto, para longe, mas viaja. Viajar traz paz de espírito. Sai e diverte-te. Mas além da diversão, trabalha. Trabalha e mostra que todos os objetivos que tens para a tua vida não são impossíveis, nada é, mas não é sentado e a reclamar que as coisas acontecem.
Muda.
Muda por ti. Muda para melhor. Não digo para fazeres deste "O ano", mas digo para fazer todos os anos da tua vida "O ano". Esta é a tua vez de brilhar. Esta é a oportunidade de seres feliz. Afinal, esta é a tua e única vida.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Queria ter-te encontrado numa nova vida

Queria ter-te conhecido antes. Muito antes. Antes de nós os dois termos medos e cicatrizes.
Queria ter estado contigo quando o teu coração descobriu o que era amor. Quando o teu corpo descobriu o que era desejo. E antes que pudesses sofrer, eu estaria ao teu lado a amar-te e a entregar-me, e juntos podíamos ter aprendido lições da vida e do coração.
Queria ter-te conhecido quando as tuas esperanças começaram a nascer. Quando o teus sonhos ainda eram puros e as tuas ideias ainda ingénuas.
Pena... pena foi nos termos encontrado só agora, já com o coração viciado em outros amores, com uma imagem um pouco falsa do que é a felicidade, do que é haver entrega.
Queria ter-te encontrado numa vida nova. Noutro tempo. Aquele tempo em que não precisássemos de temer o nosso futuro, nem temer os nossos sentimentos.
Queria ter-te encontrado noutra vida para que tudo isto tivesse passado somente contigo. E contigo, era com quem eu ficaria.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Aposta em ganhar, não apostes em perder

No início tudo é completamente mágico. Todos os sorrisos, todas as brincadeiras, todos os "eu amo-te", todos tudo. Chega a uma altura em que tudo começa a ficar escasso: as conversas tornam-se meras palavras, os "eu amo-te" passam a ser um "amo-te" indiferente, os momentos são cada vez menos, e, no meio disto tudo, há sempre alguém que acaba por sofrer mais.
Há algo que eu gostaria de ensinar hoje, e foi sempre um dos meus grandes pontos de partida para uma relação. Nós, atualmente, vivemos num mundo onde quando algo se parte, nós em vez de as concertarmos, metemos tudo para o lixo, deitamos tudo a perder. Podemos dizer até que, atualmente, muita gente vê a relação como um jogo: fazem os seus joguinhos e quando se cansam, desistem, param de jogar. Podemos ainda dizer que "nós fomos criados para amar as pessoas e usar objetos", mas agora podemos ver o contrário, o uso das pessoas e o amor pelo material. E eu faço uma pergunta, onde é que isto faz sentido? Começarmos a passar mais tempo a utilizar as tecnologias, e a comunicarmos através de tecnologias em vez de o fazermos cara a cara; agarramo-nos mais à tecnologia do que uns aos outros; perguntamos mais vezes perguntas através de um simples visor, em vez de as fazermos pessoalmente. E volto a questionar-me, onde é que isto faz sentido?
Vamos parar um pouco e começar a pensar como tudo seria se nos agarrássemos ao que as pessoas nos têm para oferecer e em vez de ignorar os problemas que achamos impossíveis de resolver, tentarmos fazê-lo através de uma conversa, colocar todos os "pontos nos i's" que necessitam de ser resolvidos, pois só assim é que as coisas funcionam, e como disse acima, agora as pessoas simplesmente desistem ao mínimo problema que talvez pudesse ser resolvido através de uma conversa onde se discutisse o que está errado e onde ambos poderiam melhorar para tudo dar certo.
As relações não são apenas um compromisso, são também a ajuda da pessoa com quem estamos para conseguirmos atingir os nossos objetivos, ajudá-los a crescer como pessoas. As relações não são sobre o que nós queremos.
Tudo começa com uma dependência de uma pessoa na outra, onde a pessoa em que nós dependemos se sente na obrigação de nos "carregar" na vida e não de nos acompanhar lado a lado. As relações são para mudar as nossas vidas e não o nosso estado de relacionamento. É encontrar alguém que nos faça querer dar o nosso melhor, alguém que nos faça questionar a maneira como agimos e nos comportamos, alguém que nos ajude a definir os nossos maiores objetivos e que nos acompanhe na concretização desses mesmos, alguém que nos inspire a fazer diferença na nossa vida e na vida dessa pessoa.
Como sempre disse, uma relação não é algo em que temos que pensar ser temporário, mas quando essa relação se inicia, o objetivo inicial seja acompanhar essa pessoa hoje e amanhã, criar um futuro ao lado dela. Uma relação não é algo que temos que nos sentir obrigados a ter porque toda a gente à nossa volta está numa. Mas alguma vez pararam para pensar se essas relações que nos rodeiam são tão saudáveis como nos transmitem ser? Muda. Muda o teu pensamento e entra numa relação quando estiveres preparado para estar numa, quando realmente achares que essa pessoa é alguém que valha a pena estar, e passares a querer fazer tudo no teu futuro ao lado dessa pessoa. Entra numa relação quando achares que essa pessoa é a pessoa que achas que te vai fazer tornar uma melhor pessoa, que vai estar sempre a apoiar-te e levantar-te quando caíres, quando as coisas não correm bem. Não entres numa relação com uma pessoa que em vez de te dar dores de barriga, aquele friozinho, te dê dores de cabeça, tornando a tua vida um caos onde tu nunca quiseste estar.
Tal como comecei a minha escrita, de que com o passar do tempo as coisas acabam por ficar monótonas, é porque as pessoas não se esforçam mutuamente para continuar a haver coisas boas, mas sim deixar andar as coisas más até tudo chegar ao fim. É assim que apostamos em perder.
"Apostar em perder? Como assim?", perguntam-me vocês.
Tu sabes que estás a apostar em perder quando essa pessoa se desliga de ti. Quando essa pessoa continua a tocar-te, mas já não sente; quando essa pessoa continua a falar contigo, mas deixa de comunicar contigo; quando essa pessoa está contigo, mas tu já não sentes a presença dela ao teu lado. É aí que sabes que apostaste em perder, se é que já não a perdeste de vez. Perdeste porque não prestavas atenção, perdeste quando deixaste de dar conta nos erros que cometias sem intenção. Perdeste quando os minutos que demoravas a responder passaram a horas, e, talvez a dias. Perdeste quando a pessoa simplesmente desistiu de iniciar uma conversa contigo porque sente que já não vale a pena. Perdeste quando em vez de aproveitarem a companhia um do outro, tudo se tornava num silêncio. Perdeste quando ela te deixou de dizer o que ia na cabeça dela porque deixaste de perguntar. Perdeste quando continuaste a dizer que a amavas, mas deixaste de mostrar. Perdeste quando te deixaste de te importar com o que ela sentia, quando começaste a fazer com que ela perdesse tempo com alguém que não lhe estava a retribuir o valor que ela dava. Perdeste quando deixaste de lado o pensamento que não tens que mostrar o teu amor todos os dias, mas sim esporadicamente. Perdeste quando te esqueceste que, tal como ela, tens que a amar quando estás cansado, quando tiveste um dia mau, quando estás chateado, quando achas que é complicado amar essa pessoa. Pois, no meio de todo esse mal, essa pessoa continuava ao teu lado a tentar segurar-te para não caíres. Estava ao teu lado a tentar mostrar-te que más fases toda a gente tem, mas que ela continuava ali apesar do mal, pois sabia que o bem iria chegar. Tu simplesmente não deste conta que, enquanto magoavas a pessoa com a tua indiferença, essa pessoa continuava ao teu lado independentemente de tudo.
Se tens tanto a ganhar, porque é que apostas em perder?

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Não a procures, ela dá contigo

Olá pessoa. 
Sei como te sentes, já estive desse lado e também já senti o que estás a sentir. 
Quando somos pequenos diabretes inocentes temos sempre aquele pensamento "estou apaixonada e ele é tão lindo". Acontece frequentemente, até cresceres, até atingires aquela fase próxima de seres um verdadeiro adulto. 
Até aí, apanhas desilusões amorosas porque tu apenas te limitas a procurar a tua "alma gémea". Pára de procurar. Deixa ser ela a encontrar-te. Não forces nada, deixa acontecer naturalmente. Ela acaba por aparecer. 
E agora perguntas: como vais saber? Fácil. Vais-te apercebendo aos poucos que te identificas com essa pessoa, além das suas diferenças. Que as brincadeiras e piadas sem piada, passam a fazer-te sorrir e rir a toda a hora. Quando tu tentas fazer uma cara de chateada e essa pessoa se limita a sorrir e dizer "ficas adorável", e tu apenas te ris, pois não aguentas nem mais um segundo fazer essa tentativa falhada de estares chateada. Quando as imperfeições se tornam as coisas mais perfeitas. Quando os seus caprichos não te incomodam. 
Quando encontrares essa pessoa, não a deixes ir, não desistas, luta por ela. Essa pessoa, vai ser a que te vai fazer feliz nos bons momentos e te vai apoiar nos maus. Pois essa pessoa é que vai valer sempre o esforço. Pois essa pessoa é A pessoa. 
Não a procures, ela dá contigo.



Olá a todos! 
Finalmente tive coragem de criar um blog onde pudesse colocar todos os meus textos. Textos de momentos de pura inspiração, ou textos do que realmente estava a sentir. 
O texto que vos apresento hoje é algo que já tem alguns (valentes) meses, algo curto, rápido de ler.
Sei que talvez não é algo excelente para se apresentar como primeiro texto, mas entretanto foi esta a minha escolha, pois, lá no fundo, sinto como se eu tivesse encontrado A pessoa. E, por incrível que pareça, foi mesmo ela que deu comigo.
Espero que tenham gostado e até ao próximo post :)

P.S: Se quiserem, e eu até gostava, deixem o vosso feedback nos comentários aí em baixo!
© universos de palavras
Maira Gall